O Teatro da Política
Em Barro, o palco nunca fecha.
Trocam-se os atores.
Mudam-se os figurinos.
Mas o roteiro… ah, o roteiro quase sempre é o mesmo.
Hoje adversários sentam à mesma mesa.
Ontem eram ataques.
Hoje são sorrisos.
Amanhã? Conveniência.
O povo assiste da plateia.
Sem convite para o ensaio.
Sem direito ao roteiro.
Mas sempre pagando o ingresso.
Chamam de articulação.
Chamam de governabilidade.
Chamam de estratégia.
Mas quando o acordo esquece a rua, vira teatro.
E quando a política vira teatro, quem sofre é a plateia.
Barro não precisa de espetáculo.
Precisa de compromisso.
Porque aliança sem transparência é apenas
um aplauso ensaiado.
— Bezerrito






