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Ceará registra crescimento acima da média nacional na abertura de empresas de serviços

Estado alcança mais de 430 mil empreendimentos ativos e consolida a terceira maior economia do setor no Nordeste

Em um ano, cerca de 2 milhões de empresas ligadas ao setor de serviços foram abertas no Brasil, mostrando um crescimento de 13,1%, é o que aponta uma pesquisa da IPC Maps, divulgada nesta terça-feira (6). São mais de 16 milhões de empresas ativas em todo o país, sendo mais da metade instalada na Região Sudeste, 8,7 milhões. O Sul vem em segundo lugar com mais de 3 milhões, seguido pelo Nordeste com 2,5 milhões, Centro-Oeste com 1,5 milhão e o Norte vem em quinto lugar com 723 mil unidades.

 A instituição, que estuda o potencial de consumo dos brasileiros há mais de três décadas, também observou a natureza jurídica dos empreendimentos em território nacional. Os Microempreendedores Individuais (MEIs) foram responsáveis por 9,8 milhões de negócios, enquanto as demais somaram 6,8 milhões de CNPJ.

Marcos Pazzini, responsável pelo IPC Maps, fala da importância da pesquisa para o mercado. “Para fins de planejamento estratégico, esta informação da variação de quantidade de empresas em Municípios, Estados e Regiões ajuda a estabelecer metas de visitação de equipes de vendas, determinação de clientes potenciais, cruzando-se o universo de empresas com o número de clientes, além dos mais diversos fins de planejamento público, como desenvolver ferramentas para atração de empresas para um determinado município etc”.

Para o Ceará, a pesquisa mostrou um crescimento maior que o nacional. O setor de serviços cearense apresentou uma elevação de 14,4%. O estado ocupa a terceira colocação no Nordeste com 430.376 unidades ativas, atrás da Bahia (723.984) e Pernambuco (444.266).

A natureza desses negócios no mercado cearense também seguiu a tendência nacional. Quase 60% do total são microempreendedores Individuais, ou seja, mais 251 mil cearenses atuam no setor de serviço e podem ter faturamento anual de até R$ 81 mil. Nas demais naturezas, quase 94 mil são Microempresas (ME) e podem faturar até R$ 360 mil por ano, as Empresas de Pequeno Porte (EPP) representam mais 15 mil empresas e têm permissão de comercializar até R$ 4,8 milhões. Os demais negócios reúnem mais de 70 mil.

O responsável pelo IPC disse não se surpreender com os números cearenses. “A economia do Ceará está fortemente direcionada ao setor de serviços, concentrando 57,3% dos negócios do Estado. Não é surpresa que o maior crescimento de quantidade de empresas ocorra neste setor, o que é muito importante para a economia do Estado, pois segundo o IBGE, o setor de Serviços é o que mais tem aberto vagas de emprego. Portanto, com o aumento de empresas no setor, há probabilidade de maior geração de empregos, o que deve levar a um aumento em termos de potencial de consumo”, explica

Para Marcos Pazzini, os dados da pesquisa apresentam uma característica marcante da economia brasileira, o empreendedorismo. “Mostra que o brasileiro é empreendedor, pois ano a ano a velocidade de abertura de empresas é superior ao percentual de crescimento da economia”, disse.

Ele também observa que a constância e efetividade de políticas públicas voltadas para o setor poderiam garantir números ainda melhores. “Se as políticas públicas de apoio ao empreendedorismo fossem mais efetivas e constantes, ajudaria a economia a crescer em níveis maiores, movimentando o círculo virtuoso do consumo”.

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