🖋️ CRÔNICAS DO BEZERRITO
Dizem que a política é a arte do possível. Em Barro, às vezes, parece ser a arte do descartável.
Em 2024 houve foto, houve aperto de mão, houve sorriso largo e promessa firme. MDB de um lado, PSB do outro. George candidato à reeleição. João Ricardo com a palavra dada para 2028. Tudo combinado. Tudo selado. Tudo registrado.
Naquele dia, parecia pacto de pedra.
Mas a política local não gosta de pedra. Prefere areia.
Mal o calendário virou para 2025 e começaram os cochichos. Conversas de corredor. Portas fechadas. O núcleo duro resolveu que promessa é coisa que evapora. E evaporou.
Em 2026, os amigos de ontem viraram excesso de bagagem. Foram convidados a se retirar do governo. A cadeira mudou de dono. O aliado virou inconveniente. E o antigo adversário, de repente, passou a ser estratégico.
Aquela reunião de 2024?
Aquele compromisso para 2028?
Virou o quê?
Virou risco na água.
Porque em Barro, promessa escrita na superfície não cria raiz. Some na primeira onda.
E o povo assiste. Observa. Aprende.
No fim das contas, a política ensina uma coisa simples:
quem não registra na consciência do povo, desaparece na memória da história.
Até a próxima.
— Bezerrito






