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Ceará Sem Fome: 16,4 mil novas famílias estão aptas a receber cartão-benefício

Como parte das políticas públicas que pretendem reduzir os números de insegurança alimentar no Ceará, o Governo do Estado divulgou, nesta terça-feira (28), a atualização anual dos beneficiários do programa Ceará Sem Fome, com novas 16,4 mil famílias que começam a receber o cartão-benefício a partir de maio.

Para conferir se estão aptas ao programa, as famílias cearenses podem consultar os sites da Secretaria da Proteção Social (SPS) e Ceará Sem Fome. Com a atualização, o número de famílias atendidas pelo programa chega a 44.908.

A Lei que instituiu o programa data de 17 de fevereiro de 2023. Com o objetivo de combater os índices de insegurança alimentar e situação de vulnerabilidade no Estado, as famílias adeptas recebem um cartão alimentação no valor de R$ 300. O valor atende cerca de 45 mil famílias, de acordo com o Governo do Estado

Além do cartão-benefício, o programa possui uma rede com mais de 1.300 cozinhas, responsáveis por servir mais de 130 mil refeições diariamente; e ações de mobilização e campanhas solidárias com cerca de 50 mil famílias beneficiadas com a distribuição dos alimentos, segundo a gestão. A mais recente foi a arrecadação de 10 toneladas de alimentos no show da banda de rock Guns N’ Roses, que ocorreu em 18 de abril, na Arena Castelão, em Fortaleza. A entrega dos alimentos foi no próprio estádio. Ao todo, durante o evento foram arrecadadas 25 toneladas por meio do ingresso solidário, que determinava a doação de 1 kg de alimento não perecível.

Anualmente, a SPS e o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) revisam os beneficiários e identificam tanto quem passa a atender aos requisitos para fazer parte do programa quanto aquelas que superaram a situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar no Estado. A validação das informações é feita em conjunto com as gestões municipais.
Para ingressar no programa, as famílias devem atender a critérios como estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses; ser beneficiária do Bolsa Família, com renda per capita de até R$ 218; ter, preferencialmente, mulheres como responsáveis familiares e baixa escolaridade; possuir pelo menos uma criança ou adolescente de até 14 anos na composição familiar; e não estar com o benefício do Bolsa Família bloqueado ou suspenso.

‘’Esse é um programa que acompanha de perto a realidade das famílias cearenses, no monitoramento da situação socioeconômica dos beneficiários’’, destacou a primeira-dama do Estado e presidente do Comitê Intersetorial de Governança do Programa Ceará sem Fome, Lia de Freitas.
No final do ano passado, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) 2024 apontam que 69,5% dos domicílios cearenses estão em situação de segurança alimentar. Os números foram extraídos pelo Ipece.

O obstáculo atual reside nos 30,5% da população que ainda convive com a insegurança alimentar em diferentes níveis: leve, moderado e grave. Segundo Lia, a erradicação da fome no Ceará é um problema que envolve setores multifacetados na busca de soluções, como econômicos, sociais e políticos.

Fonte: O Estado

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