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Mulheres no Ceará estudam mais, mas ganham menos que homens, aponta IBGE

Dados do Censo mostram como aspectos culturais e práticos influenciam a disparidade entre gêneros.

Apesar de as mulheres do Ceará frequentarem mais a escola e terem níveis de instrução mais elevados, elas recebem salários mais baixos do que os homens, que estudam menos. A população feminina ganha, em média, cerca de 10% a menos, mesmo com maior número de pessoas com ensino superior no Estado.  

Os indicadores são da seção “Mulheres” do Censo 2022, lançada no fim de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados ressaltam também a predominância feminina na chefia de famílias monoparentais — composta por apenas um responsável, que pode ser mãe ou pai — e como a maternidade pode influenciar a situação dessas cidadãs.

Entre os resultados da análise, destaca-se o contraste na escolaridade por sexo: enquanto a maioria das mulheres de 18 anos ou mais (35,63%) possui ensino médio ou superior incompleto, a maior parcela dos homens na mesma faixa etária (41,37%) não tem formação ou parou no ensino fundamental.

A liderança feminina persiste também nos níveis mais altos de instrução. No Estado, a cada 10 pessoas que concluem o ensino superior, pelo menos seis são mulheres.

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