Deputado estadual, De Assis sinaliza que Ceará é representativo para projetos futuros do partido pelos resultados de gestão e pelos quadros da legenda
O vice-presidente nacional do PT, deputado estadual De Assis, afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (16) que o senador Camilo Santana (PT) está na linha sucessória do presidente Lula (PT) e apontou o cenário como uma das justificativas para que o Ceará seja um estado relevante ao partido, considerando as demais unidades federativas do país. “O Ceará produziu quadros extraordinários. Você tem um ministro como o ministro Camilo Santana que está habilitado, na linha sucessória do presidente Lula”, respondeu ao ser questionado pelo O Estado os motivos pelos quais seu partido tem demonstrado atenção ao Ceará.
Em 2024, a união de forças entre o ex-ministro da Educação e o governador Elmano de Freitas (PT), com aliados, entregou ao presidente da República a única prefeitura de capital hoje comandada pelo PT, a de Evandro Leitão (PT). “Se não fosse importante a relação do PT do Ceará com a Nacional e o Governo Federal, nós não teríamos tido o presidente Lula já quatro vezes aqui, chegando em breve para a sua quinta visita”. De Assis cita também “ações do Ministério da Saúde”, “vários ministérios com investimentos extraordinários”. O vice-presidente fala que, além do Ceará, Fortaleza “é uma prioridade”.
“Vamos olhar sem fazer análise comparativa. Bahia teve seu auge, seu apogeu. Hoje está em uma mediana. No Rio Grande do Norte, a [governadora] Fátima [Bezerra] está em destaque pela sua competência, [mas] o destaque em todas as políticas é exatamente o Ceará. Então, nós precisamos valorizar, porque do Ceará podem sair grandes surpresas”. Ao O Estado na semana passada, Camilo refutou que esteja na expectativa de ser um possível herdeiro do capital político do presidente Lula, mas que se for convidado será uma “honra”.
PEC 6×1
Acerca das negociações entre o Palácio do Planalto e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) para o início da tramitação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da Escala 6×1, parada na Casa desde o último dia 28, De Assis aponta a expectativa de que Lula e Alcolumbre se encontrem para tratar do tema e fala em “peso político para o presidente Alcolumbre não pautar”.
“O Lula preserva sempre esse interesse da institucionalidade. O presidente é republicano”. De Assis cita o apelo popular em torno da redução da carga horária semanal de 44 horas para 40 horas, bem como o aumento do descanso semanal remunerado de um dia para dois, e define a PEC como “matéria de interesse nacional”. “O presidente tem dado uma hierarquia de prioridade zero para essa pauta. O ministro José Guimarães tem trabalhado muito. Sabemos que hoje no Congresso tem feito várias pautas de anti-interesse nacional”.









